Case · Clave · Inteligência financeira e de documentos

De fluxos financeiros fragmentados a operações de crédito inteligentes.

Princípio central: a Clave confere e coordena; a instituição financeira toma a decisão de crédito. Arquitetura e números são referências do desenho da fase 1, sem resultados medidos.

Arquitetura propostaExemplo ilustrativoNão publicado
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Resumo executivo

Financiar um imóvel envolve documentos, identidade, vários bancos e acompanhamento até a entrega da chave. O case mostra como a Menlo Tech organiza esse caminho em um fluxo coordenado: lê e valida documentos, mede a confiança de cada dado, simula as condições financeiras, roteia a proposta e acompanha cada passo.

Princípio central: a Clave confere e coordena; a instituição financeira toma a decisão de crédito. Arquitetura e números são referências do desenho da fase 1, sem resultados medidos.

Impacto no negócio

Este case não publica resultados medidos. As relações abaixo são hipóteses do desenho, e não números.

02

Contexto de negócio

Quem compra um imóvel financiado lida com documentação extensa e com mais de uma instituição. Quem opera o processo precisa conduzir muitos casos em paralelo, sem perder nenhum.

A Clave é a camada que organiza esse caminho: reúne os dados, confere o que precisa ser conferido, envia a proposta a quem pode analisá-la e acompanha o resultado.

03

O problema operacional

Documentos não estruturados, com formatos e qualidades diferentes, e dados inconsistentes entre eles.

Validação de identidade, conferência manual, cálculos financeiros fora do fluxo e várias instituições com formatos e ritmos próprios.

Um processo de aprovação complexo, em que ninguém tem a visão completa de onde cada proposta está.

04

Processo atual e limitações

Antes

  • Documentos recebidos por canais diferentes.
  • Conferência manual de campos e de identidade.
  • Cada banco com seu formato e seu ritmo.
  • Parcela e custo calculados fora do fluxo.

Limitações

  • Retrabalho por dado inconsistente.
  • Pouca visibilidade do estágio de cada proposta.
  • O acompanhamento depende de memória e planilhas.

05

Arquitetura de dados

Documentos

Entrada não estruturada que vira dado.

  • Documentos de identificação e de renda
  • Documentos do imóvel
  • Dados de contato e da proposta

Campos com confiança

Cada campo extraído carrega uma confiança.

  • Valor extraído
  • Confiança do campo
  • Origem no documento

Regras das instituições

Elegibilidade e requisitos por produto.

  • Condições de cada produto
  • Critérios de elegibilidade
  • Formatos de envio

Eventos

Cada passo do processo é registrado.

  • Proposta recebida, enviada, respondida
  • Pendências
  • Contrato e entrega

Os esquemas reais dependem do desenho com o cliente e das instituições. O tour e a simulação usam dados fictícios.

06

Formulação matemática

Calibração de confiança e limiar de decisão

Exemplo ilustrativo · Parâmetros ilustrativos

Interpretação de negócio

Cada campo extraído recebe uma confiança. Acima do limiar o sistema aceita sozinho; abaixo, reprocessa ou envia para uma pessoa. O limiar ideal equilibra o custo de revisar e o custo de errar.

Variáveis

  • τ*limiar ótimo de confiança
  • c_rcusto de revisão humana de um campo
  • c_fcusto de deixar passar um erro

Função objetivo

Minimizar o custo esperado: revisões feitas mais erros que passam.

Restrições

  • A confiança precisa ser calibrada: 90% de confiança deve acertar cerca de 90% das vezes.
  • Campos críticos podem exigir limiar mais alto ou revisão sempre obrigatória.

Exemplo prático

Com c_r/c_f = 0,1 (valor ilustrativo), τ* = 0,90: o que tem confiança acima de 0,90 passa; o resto vai para a mesa de operações.

Implicação de negócio

A equipe revisa só o que importa, com uma regra explícita.

Premissas e limitações

Os custos e a distribuição de confiança do tour são ilustrativos e precisam ser medidos.

Inferência bayesiana sobre evidências

Arquitetura proposta · Parâmetros ilustrativos

Interpretação de negócio

Cada documento ou verificação atualiza a avaliação sobre uma hipótese, por exemplo: os dados são consistentes com a identidade informada. Não é nota de crédito nem decisão regulada.

Variáveis

  • Hhipótese avaliada
  • Eevidência observada
  • P(H)crença anterior
  • P(E|H)verossimilhança da evidência se H é verdadeira
  • P(H|E)crença atualizada

Função objetivo

Combinar evidências de forma coerente e rastreável.

Restrições

  • Probabilidades entre 0 e 1.
  • Ao combinar evidências em sequência, a premissa de independência condicional deve ser declarada.

Exemplo prático

Uma divergência de endereço reduz a crença de consistência e leva o caso para revisão humana.

Implicação de negócio

O sistema consegue explicar por que pediu revisão.

Premissas e limitações

Não representa decisão de crédito, risco de crédito nem parecer jurídico. Priors e verossimilhanças precisam de calibração.

Matemática financeira: parcela e custo

Exemplo ilustrativo · Parâmetros ilustrativos

Interpretação de negócio

Para um financiamento de taxa fixa com amortização, a parcela periódica resulta do valor financiado, da taxa e do número de parcelas.

Variáveis

  • PMTparcela periódica
  • Pprincipal financiado
  • rtaxa de juros por período
  • nnúmero de parcelas

Função objetivo

Calcular a parcela e o custo total para comparar ofertas em condições iguais.

Restrições

  • Taxa fixa e parcelas iguais.
  • Custo total = PMT × n; tarifas, seguros e indexadores definidos pela instituição entram à parte.

Exemplo prático

Na simulação, mudar valor, prazo e taxa recalcula a parcela e o custo de cada oferta simulada.

Implicação de negócio

Comparar ofertas antes de qualquer decisão, com a mesma régua.

Premissas e limitações

Ignora tarifas, seguros e indexadores. Os valores do exemplo são simulados.

Roteamento por política entre instituições

Arquitetura proposta · Parâmetros ilustrativos

Interpretação de negócio

Regras definem quais instituições são elegíveis para o perfil e o produto. Entre elas, uma função de utilidade ordena as opções segundo critérios de negócio.

Variáveis

  • Econjunto de instituições elegíveis
  • u_butilidade da instituição b
  • b*instituição priorizada

Função objetivo

Priorizar a melhor opção elegível sob critérios de negócio.

Restrições

  • Só entram instituições que atendem às regras do produto.
  • Os critérios de utilidade são definidos pela operação, não pelo modelo.

Exemplo prático

Se uma instituição exige renda mínima que o perfil não atinge, ela sai do conjunto antes da comparação.

Implicação de negócio

A proposta vai a quem pode analisá-la, em paralelo e sem tentativa e erro.

Premissas e limitações

A decisão de crédito continua sendo da instituição financeira.

07

Arquitetura de IA e agentes

  • Agente de EntradaRecebe a proposta e organiza os documentos.
  • Agente de Inteligência de DocumentosLê documentos e extrai campos com confiança.
  • Agente de Validação de IdentidadeConfere os dados com a identidade informada.
  • Agente de Análise FinanceiraSimula parcela, custo total e fluxo de caixa.
  • Agente de Roteamento de InstituiçõesSeleciona as instituições elegíveis e envia em paralelo.
  • Agente de AcompanhamentoCobra pendências e mantém o cliente informado.
  • Agente de Monitoramento de ContratosAcompanha o contrato até a entrega da chave.

Camada de política

Automação não é aprovação regulada: os agentes conferem, calculam e coordenam. Quem decide o crédito é a instituição financeira.

08

Fluxo de execução

  1. Entrada de documentos

    Os documentos chegam e são organizados por proposta.

    Arquitetura proposta
  2. OCR e visão

    Texto e imagem viram dados legíveis por máquina.

    Arquitetura proposta
  3. Extração de entidades

    Nomes, números e datas são extraídos com confiança.

    Arquitetura proposta
  4. Resolução de identidade

    Registros de fontes diferentes são ligados à mesma pessoa.

    Arquitetura proposta
  5. Validação

    Campos são conferidos entre si e contra regras.

    Arquitetura proposta
  6. Calibração de confiança

    O limiar decide: aceitar, reprocessar ou revisar.

    Arquitetura proposta
  7. Análise financeira

    Parcela, custo total e comparação entre ofertas.

    Arquitetura proposta
  8. Roteamento aos bancos

    A política seleciona as instituições elegíveis.

    Arquitetura proposta
  9. Aprovação humana

    Pessoas assumem o que ultrapassa a política.

    Arquitetura proposta
  10. Acompanhamento do contrato

    Eventos acompanham o caminho até a chave.

    Arquitetura proposta

09

Demonstração interativa

Simulado

Uma proposta sintética, do documento à próxima ação

Valores, taxas, regras e confiança são fictícios. A demonstração mostra a lógica: extrair campos, medir confiança, revisar, simular as condições e identificar instituições elegíveis. Não há decisão de crédito.

10

Governança e supervisão humana

A Clave confere e coordena. A instituição financeira decide o crédito.

A Clave confere e coordena. A instituição financeira toma a decisão de crédito.

Campos abaixo do limiar de confiança vão para revisão humana, com o motivo registrado.

Toda ação gera um evento; o histórico permite reconstruir qualquer proposta.

Dados pessoais exigem controle de acesso e finalidade definida. O desenho de segurança e privacidade precisa ser validado com o cliente.

11

Resultados operacionais

  • Tempo de processamentoMenos espera entre o recebimento do documento e o envio da proposta.Não publicado
  • Qualidade dos documentosInconsistências são encontradas cedo, e não depois do envio.Não publicado
  • Vazão operacionalMais propostas conduzidas em paralelo pela mesma equipe.Não publicado
  • Esforço manualA revisão humana se concentra no que está abaixo do limiar.Não publicado
  • Eficiência do acompanhamentoPendências são cobradas por evento, e não por memória.Não publicado
  • Experiência do clienteO cliente sabe em que etapa está a sua proposta.Não publicado

São melhorias esperadas pelo desenho da fase 1. O tour cita parâmetros de desenho, como 200 propostas por analista no máximo, e não resultados medidos.

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Limitações e premissas

  • A arquitetura é proposta: este case não afirma operação em produção.
  • Valores, taxas e confiança da simulação são fictícios.
  • Os custos c_r e c_f e as distribuições de confiança precisam ser medidos.
  • Não há decisão de crédito, aprovação regulada nem parecer jurídico neste sistema.

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Arquitetura técnica

  1. Entrada e documentos

    Recebimento, organização e armazenamento por proposta.

    Arquitetura proposta
  2. Extração e validação

    OCR, visão, entidades, identidade e conferências.

    Arquitetura proposta
  3. Confiança e política

    Limiar de decisão e regras de revisão humana.

    Arquitetura proposta
  4. Motor financeiro

    Parcela, custo total e comparação de ofertas.

    Arquitetura proposta
  5. Roteamento e eventos

    Envio em paralelo às instituições e registro de eventos.

    Arquitetura proposta

Arquitetura de referência da fase 1. Não afirma qual componente existe em produção.

14

Oportunidades futuras

  • Medir a calibração de confiança com documentos reais e definir limiares por campo.
  • Validar com cada instituição os formatos e regras de envio.
  • Instrumentar tempo de processamento e retrabalho para publicar resultados medidos.
  • Validar o desenho de segurança e privacidade com o cliente.

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